Dicas importantes para garantir a qualidade das imagens

COMO FOTOGRAFAR OS CETÁCEOS

Fotografar baleias, golfinhos e principalmente botos não é tarefa das mais fáceis. Fotografando na natureza, além de estarmos sujeitos às condições do tempo (chuva, vento forte, mar revolto e neblina podem tornar impossível a atividade do fotógrafo), ainda temos que contar com a sorte de encontrar animais numa situação que permita fotografá-los.

Na fotografia submarina, a maior dificuldade costuma ser a turbidez da água. Os cetáceos são animais grandes, que precisam ser fotografados de uma certa distância (ou com lentes super-grande-angulares), e isso acentua ainda mais o problema da turbidez. Mesmo que a água pareça clara, a matéria orgânica em suspensão pode comprometer a nitidez da fotografia. Se você não tiver a sorte de encontrar águas excepcionalmente claras, a melhor garantia é tentar fotografar da superfície. Além disso, tentar perseguir um golfinho, nadando atrás dele, é um sonho que só serve para afugentar um animal curioso e cansar o nadador pretensioso. Fazer o mesmo com uma baleia pode trazer piores conseqüências: apenas a força gerada pelo deslocamento da baleia já pode causar algum dano a um mergulhador, mesmo que ela nem chegue a tocá-lo.

Foto: Liliane Lodi

Na fotografia de superfície, as maiores dificuldades são causadas pelo comportamento dos animais: alguns deles não se aproximam da costa ou de barcos, outros mostram apenas uma pequena superfície do corpo ao nadar, e há aqueles que se aproximam mas nadam muito rápido. Os saltos, as batidas de nadadeira na água, o comportamento de  “espiar” o que se passa a sua volta, e, no caso das baleias, o instante em que elas mostram as suas nadadeiras caudais, são momentos preciosos para os fotógrafos, que tem que aprender a ser tão rápidos quanto os animais para registrá-los.

Se notar alguma situação inusitada, como por exemplo uma rede de pesca ou pedaços de rede envolvendo o animal, um barco, um navio, poluição ou outro tipo de animal muito próximos, um machucado, ferida ou arranhão, um comportamento especial – enfim, qualquer coisa que chame sua atenção – não deixe de tentar fotografá-la.

Dicas para garantir a qualidade das imagens :

·        Utilizar velocidade mínima de 500 (1/500) para “congelar” o movimento do animal e/ou do barco

·        Utilizar filme de ASA alta (igual ou superior a 400) e padronizada, para evitar erros em trocas rápidas

·        Nas fotografias de superfície, utilizar lentes grande-angulares (até 24mm) quando os animais vierem nadar na proa ou ao lado da embarcação, e lentes normais (50mm) e teleobjetivas (de 80 a 210mm) para avistagens distantes. Lentes zoom podem ser muito úteis e são recomendadas em dias claros, com bastante luminosidade

·        Disparar devagar, segurando a câmara firmemente

·        Tentar fotografar os animais imediatamente após a avistagem, sem esperar um show

·        Estudar o comportamento da espécie observada, para prever o que ele deve fazer e onde vai emergir, em vez de tentar seguir o animal com a lente

·        Tentar fotografar os animais registrando o relevo do fundo da paisagem. Uma orca ou um golfinho nadando ou saltando no oceano é uma imagem comum. O mesmo comportamento em frente a uma praia ou um costão rochoso, por exemplo, é uma imagem rara e valiosa

·        Tentar manter a linha do horizonte nivelada

·        Nas fotografias submarinas, utilizar lentes grande-angulares e explorar a contraluz




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